
Em outubro de 2025, o relatório do Índice Global de Madeira (GTI) indicou que a maioria dos países piloto permanece em zona de Contração, com fraco dinamismo setorial geral. Este mês, o Brasil foi o único país com o Índice GTI acima do valor crítico de 50\%, registrando 52,3%, indicando uma tendência geral de expansão em suas operações de produção madeireira. Na China, o feriado nacional desacelerou as atividades produtivas, com o Índice GTI-China registrando 45,6%. Os índices GTI da Indonésia, República do Congo (ROC), Tailândia, Equador, Gabão e Malásia permaneceram abaixo do valor crítico de 50%, registrando respectivamente 48,8%, 48,0%, 42,4%, 39,0%, 34,4% e 31,3%.
Apesar da Contração predominante no setor madeireiro em vários países, alguns subíndices ainda emitem sinais positivos. Por exemplo, as empresas amostrais do GTI na Indonésia registraram crescimento contínuo na extração por vários meses, a produção da Malásia encerrou uma tendência de queda acentuada de vários meses, o mercado doméstico do ROC apresentou expansão, e ainda, os pedidos de exportação do Brasil registraram o primeiro aumento em quase 10 meses, com crescimento significativo em relação ao mês anterior.
Segundo feedback das empresas amostrais GTI, o setor madeireiro em vários países enfrenta desafios comuns como disponibilidade de matérias-primas e demanda de mercado. Quanto a matérias-primas: empresas tailandesas reportaram escassez doméstica de madeira de borracha, 0 que dificulta a aquisição do material; já chuvas intensas na Indonésia, Brasil e Equador impactaram a colheita e transporte de toras.
Em termos de demanda de mercado, empresas amostrais do GTI no Brasil e no Equador relataram contração no mercado norte-americano. As informações mais recentes do setor também mostram que as políticas tarifárias dos EUA levaram vários países a buscar novos mercados. No setor moveleiro, as exportações chinesas para a América do Norte caíram nos três primeiros trimestres de 2025, enquanto Europa, América Latina e África tiveram crescimento. No Brasil, os impactos tarifários concentraram-se em Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais, que redirecionaram-se para mercados como América Latina, Europa e Oriente Médio. A Malásia, por sua vez, gerou RM 205 milhões em exportações ao explorar novos mercados no Oriente Médio e África.
Os principais avanços na operação florestal sustentável incluem: Até outubro de 2025, a Indonésia tinha 574 unidades detentoras de licenças de uso florestal (PBPH), cobrindo aproximadamente 30 milhões de hectares de florestas de produção; Em 22 de outubro, a Agência Gabonesa de Estudos e Observações Espaciais (AGEOS) e o Centro de Aplicações de Sensoriamento Remoto por Satélite (LASAC), subordinado ao Ministério dos Recursos Naturais da China, assinaram um memorando de cooperação, concedendo ao Gabão o privilégio de usar imagens de satélite de alta resolução da China, visando fortalecer a capacidade do Gabão em proteger florestas e combater a exploração ilegal de recursos naturais\; Um relatório intitulado *Contabilidade do Ecossistema Florestal da Bacia do Congo e Recomendações Políticas*, publicado pelo Banco Mundial em 20 de outubro, afirmou que países como a ROC obtiveram progressos ao integrar a sustentabilidade florestal em seus planos de desenvolvimento.
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