Relatório do GTI
Relatório Mensal
Relatório GTI - Janeiro de 2026

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Em janeiro de 2026, o relatório do Global Timber Index (GTI) mostrou que, entre os 10 países piloto, a Indonésia e a Tailândia registaram índices GTI acima do valor crítico de 50%, com 55,1% e 54,2%, respetivamente. Oito países — Gabão, Brasil, República do Congo (ROC), China, Gana, México, Malásia e Equador — registaram índices abaixo de 50%, com 48,3%, 47,2%, 46,0%, 45,0%, 41,0%, 39,8%, 37,5% e 36,3%, respetivamente.

Os subíndices do GTI revelam múltiplos sinais positivos por região. No Sudeste Asiático, a procura interna está a recuperar: a Indonésia e a Tailândia registaram aumentos na produção e nas encomendas domésticas em relação ao mês anterior. Em África, a oferta tende a estabilizar, com as atividades de extração e produção no Gabão e na República do Congo (ROC) a manterem-se relativamente estáveis. Nas Américas, as encomendas de exportação cresceram: Brasil e México registaram aumentos nas encomendas de exportação face ao mês anterior, e o mercado de exportação do Equador também parou de cair e estabilizou. Estes fatores positivos constituem, em conjunto, os pontos de destaque localizados no desempenho do setor madeireiro em janeiro.

No entanto, o feedback das empresas inquiridas pelo GTI indica que a escassez de fornecimento de matérias-primas e os custos de produção persistentemente elevados continuam a ser desafios comuns enfrentados pelo setor madeireiro em vários países. Empresas na Indonésia, Tailândia, Brasil e Equador relataram generalizadamente problemas de fornecimento insuficiente ou instável de matérias-primas. Empresas amostradas na Malásia, Gana e China apontaram para aumentos ou manutenção de preços elevados na aquisição de matérias-primas. Além disso, as pressões sobre os custos relacionados com mão de obra, eletricidade e combustível, e impostos são também bastante proeminentes para as empresas. Face a estes desafios, as empresas sugerem o reforço do controlo de custos e apelam ao governo para fornecer apoio político, como subsídios e incentivos fiscais.

Olhando para o ano passado, alguns países registaram crescimento apesar da pressão sobre as exportações. Por exemplo, em 2025, as exportações tailandesas de móveis e componentes atingiram 1,802 mil milhões de dólares, um aumento homólogo de 23,81%. O volume de exportações de madeira do Brasil recuperou após três anos consecutivos de queda, atingindo 2,96 milhões de metros cúbicos em 2025, um aumento homólogo de 5%. Embora as exportações para os EUA tenham caído 12% para 842.000 metros cúbicos, as exportações para a China, Espanha, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e outros países aumentaram.

No início do novo ano, os países piloto do GTI alcançaram novos progressos no alívio das dificuldades do setor e no estímulo à procura. Do lado da oferta, a União das Indústrias Florestais e Madeireiras do Gabão (UFIGA) e a empresa de exploração ferroviária do Gabão (SETRAG) chegaram a um acordo a 7 de janeiro, eliminando a exigência de pagamento em dinheiro antes do transporte, aliviando eficazmente o fardo do fluxo de caixa dos operadores florestais. Do lado da procura, vários países introduziram novas políticas e metas habitacionais, que deverão dar suporte à procura subsequente de madeira e mobiliário. O governo brasileiro estabeleceu a meta de assinar 1 milhão de novos contratos para o programa de habitação popular "Minha Casa, Minha Vida" em 2026. O México aumentou as metas habitacionais do programa "Plano de Habitação Bem-Estar". O Equador reduziu significativamente a taxa de juro hipotecária para a primeira habitação de 4,99% para 2,99%. A China colocou a construção de "boas habitações" no quadro das principais prioridades de trabalho para 2026, adotando políticas adaptadas a cada cidade para controlar o aumento da oferta, reduzir o stock existente e otimizar a oferta, promovendo ativamente a construção inteligente e ecológica para impulsionar o desenvolvimento de alta qualidade do setor imobiliário.

Relatório GTI - Janeiro de 2026.pdf

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