
Em maio de 2026, o Índice GTI-Produtores registou 48,8%, um aumento de 3,1 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Mantém-se abaixo do valor crítico de 50% há vários meses consecutivos, indicando que a Indústria de colheita de madeira e de processamento primário dos países produtores de madeira abrangidos pelo índice continua em contração geral.
Na Ásia, os índices GTI da Indonésia, Tailândia e Malásia situaram-se em 49,8%, 44,6% e 25,8% respetivamente, todos na zona de contração abaixo do valor crítico de 50%. Do lado da oferta: a atividade de colheita na Indonésia saiu da fase de contração e estabilizou-se, com o volume de produção a manter-se constante durante dois meses seguidos. O Ponto Focal local referiu que a produção de floresta natural mantém um nível relativamente elevado, e a melhoria das condições de circulação e do tempo favoreceu as operações. Na Malásia, os volumes de colheita e produção continuaram a diminuir, com uma contração mais acentuada. As empresas inquiridas apontaram escassez de fornecimento de matérias-primas. Na Tailândia, o volume de colheita recuou pelo segundo mês consecutivo, enquanto a produção registou uma queda pela primeira vez nos últimos cinco meses. As empresas relataram uma forte concorrência na aquisição de toras e matérias-primas no mercado interno. Do lado da demanda: a Indonésia e a Tailândia apresentaram cenários semelhantes, com redução dos pedidos de exportação. No entanto, sustentados pelo mercado interno, o volume total de novos pedidos registou um crescimento moderado. Já a demanda nos mercados interno e externo da Malásia permanece fraca.
Na África, os índices GTI da República do Congo(ROC), Gana e Gabão situaram-se em 48,6%, 43,7% e 39,0% respetivamente, todos na zona de contração. Neste mês, o setor madeireiro dos três países africanos enfrentou pressões generalizadas no lado da oferta. Devido aos elevados custos de produção, as empresas apresentaram menor motivação para as atividades operacionais. O volume de colheita no Gabão diminuiu pelo quarto mês consecutivo, e a produção passou de crescimento a queda. Na ROC, o volume de colheita recuou pelo segundo mês seguido, e as atividades produtivas saíram da estabilidade para uma ligeira contração. Os volumes de colheita e produção em Gana continuaram a cair. Do lado da demanda, o volume de novos pedidos nos três países diminuiu em comparação com o mês anterior, principalmente em razão da retração do mercado interno. Por outro lado, o mercado de exportação teve um desempenho global positivo: o volume de pedidos de exportação do Gabão cresceu, o mercado de exportação da ROC manteve-se estável durante sete meses consecutivos, e a contração no setor de exportação de Gana tornou-se menos acentuada.
Na América Latina, os índices GTI do Brasil, México e Equador situaram-se em 51,7%, 49,6% e 48,1% respetivamente. O setor madeireiro brasileiro apresentou uma ligeira expansão geral, enquanto os outros dois países registaram uma leve contração. Do lado da oferta, os volumes de colheita e produção no Brasil diminuíram em relação ao mês anterior, e as empresas relataram escassez de matérias-primas. No México, o volume de colheita cresceu pelo segundo mês consecutivo, e a produção manteve-se estável face ao mês anterior. No Equador, o volume de colheita permaneceu inalterado, enquanto a produção cresceu durante três meses seguidos. Do lado da demanda, o volume de novos pedidos no Brasil aumentou consideravelmente. Já no México e no Equador, houve uma ligeira redução nos novos pedidos. De forma geral, o Brasil conta com uma demanda mais forte, mas enfrenta pressões na oferta. O México e o Equador apresentaram uma leve queda na demanda, mantendo, contudo, uma oferta robusta.
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