
O Relatório do Índice Global de Madeira (GTI) de julho de 2026 mostra que, entre os 10 países piloto, os índices GTI da Indonésia (52,7 %), do Brasil (52,2 %) e do Gabão (51,8 %) situam‑se acima do valor crítico de 50%, e a produção e operação da indústria madeireira apresentam globalmente uma ligeira tendência de expansão. Os restantes sete países encontram-se todos no intervalo de contração. Neste contexto, o índice da República do Congo (ROC) (49,3%) aproxima‑se do valor crítico, com uma contração moderada do setor; o Gana (47,8%), o Equador (47,7%), a Tailândia (47,5%) e a China (43,0%) registam uma contração moderada; o México (38,7%) e a Malásia (28,8%) apresentam índices baixos, com uma contração acentuada do setor.
Os sub‑índices GTI mostram que o volume de colheita do Brasil registou um aumento em comparação com o mês anterior, e as atividades de colheita da Indonésia mantêm‑se estáveis nos últimos três meses. Do lado da produção, o desempenho geral é positivo. Neste mês, a produção da Indonésia, da Tailândia, do Gabão e do Brasil registou crescimento. A produção do Equador estabilizou‑se nos últimos dois meses, após três meses de crescimento consecutivo. Do lado da procura, o volume de novas encomendas da Indonésia e do Brasil mantém‑se em crescimento há três meses consecutivos, enquanto os volumes de novas encomendas do Gabão e da ROC pararam de cair e estabilizaram‑se.
Os países piloto do GTI continuam a promover trabalhos relativos ao cultivo de floresta plantada e à garantia do fornecimento de matérias‑primas de madeira. O Equador dispõe atualmente de cerca de 172 000 hectares de floresta plantada comercial, destinados ao abastecimento do mercado interno e aos mercados de exportação, nomeadamente a China, os Estados Unidos, o Peru, a Colômbia e a Índia. O Brasil está a promover ativamente a construção de floresta plantada, dispondo de cerca de 40 milhões de hectares de terras degradadas aptas para a recuperação produtiva, o que abre espaço para aumentar o fornecimento de madeira renovável.
Ao mesmo tempo, alguns países reforçam a cooperação entre o setor público e o setor empresarial, acelerando a expansão para os mercados internacionais. Por exemplo, o Governo da Malásia recorre a plataformas de comércio digital para ajudar a indústria de mobiliário a expandir‑se nos mercados internacionais; o Governo da Indonésia esforça‑se por obter novas oportunidades de acesso ao mercado para os produtos de mobiliário através de diversos acordos de comércio internacional. Face às barreiras tarifárias dos Estados Unidos, a indústria de mobiliário do Brasil reforça a estratégia de diversificação de mercados, registando crescimento nas exportações de mobiliário para vários mercados da América Latina.
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